Acusado de homicídio e roubo cometidos às margens da MG-255 no dia 25 de novembro de 2000, Leonardo de Oliveira foi condenado a 19 anos e 4 meses por homicídio simples pelo Tribunal do Júri de Frutal na tarde de ontem. O julgamento ocorreu no Fórum local e, conforme a denúncia, no dia do crime o autor estava com um revólver calibre 32 quando praticou um roubo contra o taxista Roldão de Almeida. Em seguida, ao perceber uma possível testemunha, disparou e matou Diocésio Romão. Ele foi preso pela polícia e aguardava o julgamento há mais de 17 anos.

Em sua defesa atuou o defensor público Reinaldo Queiroz destacou que o acusado confessou que praticou o assalto contra o taxista próximo à região da Boa Esperança. Nesse momento, enquanto roubava o carro, dois homens se aproximaram do veículo para pedir carona. Acreditando que a intenção das pessoas era a de evitar o crime, ele teria apontado o revólver para fora e disparado um tiro, que acertou Diocésio Romão de forma fatal. “Essa vítima estaria vindo da Prainha para Frutal. Na parada do táxi do acusado com Roldão, a vítima e outra pessoa correu em direção ao táxi para pedir uma carona. E aí que reside o azar. Ele simplesmente mirou a arma para o lado das pessoas, ele não mirou para matar ninguém, isso ficou demonstrado e provado no processo, de que foi uma fatalidade. Ele efetuou um tiro para alertar as pessoas para não se aproximar. Depois de prestar socorro para o Roldão, que foi encaminhado ao hospital, que a outra pessoa deu falta do amigo. Voltaram ao local durante a noite e não o encontraram. Só no outro dia de manhã é que alguém passando pela rodovia visualizou o corpo caído no local e acionou a polícia”, disse em entrevista à imprensa.

Atualmente Leonardo encontra-se preso e cumprindo pena de 14 anos por homicídio qualificado na cadeia de Itapagipe, para onde foi novamente levado após o júri.

Fonte: Rodrigo Portari

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