Sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Frutal absolveu nesta semana Zenildo Targino Gomes, acusado de matar Renato Roque Caetano, à época com 15 anos, em agosto de 2006. O corpo de jurados entendeu que Zenildo agiu por legítima defesa diante das circunstâncias apresentadas durante a sessão. Esta foi a tese defendida pelo advogado Renato Furtado, que defendeu o réu.

De acordo com os relatos, Renato teria uma dívida com Zenildo por conta de reparos em uma motocicleta que foram pagos com cheques de origem duvidosa. Como o banco não compensou os cheques, Zenildo teria ido à casa do adolescente para cobrar a dívida, falando para a mãe do garoto o ocorrido. Mais tarde, ao chegar em casa, Renato ficou sabendo da cobrança e resolveu ir atrás de Zenildo para tirar satisfação. Os pais do garoto teriam ido logo atrás temendo algum desentendimento mais grave.

Zenildo foi encontrado em um bar que pertencia à sua mãe e ali originou-se uma discussão. Conforme os autos, Renato estaria com uma faca e teria ido em direção a Zenildo, que correu até ao balcão do bar, pegou um revólver e disparou em direção ao adolescente.

Mesmo assim Renato teria continuado a avançar e derrubado Zenildo e ficado em cima dele no chão. Com a arma na mão, o réu efetuou vários disparos a esmo, atingindo a perna de seu pai e de sua mãe. Em seguida, conseguiu atingir um tiro no pescoço do jovem, que morreu. “O corpo de jurados entendeu que naquela circunstância o Zenildo já não tinha mais o que fazer a não ser se defender, o que acabou provocando a morte do jovem”, destacou Renato Furtado.

O júri foi presidido pela juíza Polyana Lopo, tendo na acusação o promotor Renato Teixeira e como assistente de acusação o advogado Ricardo Rocha.

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