Os áudios recuperados recentemente pela Polícia Federal (PF) estão gerando a revisão do acordo de delação premiada da “JBS”. A PF conseguiu recuperar 40 horas de gravação que foram apagadas por Joesley Batista no mesmo aparelho usado para gravar a conversa com o presidente Michel Temer.

A gravação chegou, no início da tarde desta terça-feira (5/9), nas mãos do ministro Luiz Edson Fachin, relator do caso no STF. Em um pronunciamento na segunda-feira (4/9), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou investigação para apurar indícios de omissão de informação de práticas de crimes no acordo de delação premiada da empresa.

Para o deputado estadual Arnaldo Silva essa ação da Polícia Federal demonstra a importância que a PF tem na realização das colaborações premiadas. “O trabalho da Polícia Federal nos acordos de delações premiadas reforçam a relevância da PF para dar transparência e força às provas adquiridas. Sem essa instituição no processo, as delações se tornam frágeis”, afirmou.

REUNIÃO – O deputado já tinha se manifestado a favor da PF em uma reunião sobre Segurança Pública, em Uberlândia no dia 24 de agosto, com o Ministro da Justiça, Torquato Jardim, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Dr. Leandro Daiello Coimbra. Na ocasião, Arnaldo entregou um ofício reafirmando a necessidade da PF nas investigações criminais.

Em sua exposição, o deputado mencionou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) movida pela Procuradoria Geral da República (PGR) que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de impedir que a Polícia Federal possa realizar acordos de colaboração.

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