A divisão da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) foi o tema da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa (ALMG). O deputado Arnaldo Silva se posicionou contrário ao assunto. O diretor-presidente da companhia, Marco Antônio Castello Branco, participou da comissão, nesta terça-feira (10/4), na tentativa de convencer os deputados a aprovarem o projeto de lei 4.996/18, de autoria do governador, que trata da matéria.

A Codemig é dona da maior jazida de nióbio do mundo, localizada no município de Araxá. Com a divisão da empresa, o Governo de Minas permite a venda da jazida. A justificativa do presidente da Codemig é que, com a cisãoas ações da empresa serão mais valorizadas e o Governo de Minas terá recursos financeiros para enfrentar a crise.

Para Arnaldo, o problema econômico não pode ser desculpa para Minas perder a maior jazida de nióbio. “A reserva de Araxá tem capacidade de exploração por mais de 400 anos. Não podemos permitir que o Governo de Minas abra mão de tamanha riqueza mineral por questões políticas”.

O parlamentar também questionou o fato do Governo de Minas querer vender a jazida sem ter feito nenhuma auditoria externa para verificar a situação. O único levantamento adotado foi o dos técnicos internos da companhia. “Não foi feita nenhuma auditoria externa para que se possa apontar de forma isenta a real necessidade dessa cisão. Até cessão de bar em rodoviária, os pequenos municípios são obrigados pelo Ministério Público estadual para que se proceda a devida avaliação”, afirmou Arnaldo.

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Castello Branco disse que hoje a empresa vale cerca de R$ 10 bilhões. O deputado Arnaldo também refutou essa informação. “Não pode ser esse valor, senhor presidente. Em 2011, 22% do lucro da empresa foi vendido a R$ 12 bilhões e hoje toda a empresa está avaliada em apenas R$ 10 bilhões? Isso foge a matemática básica”.

TCE – O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE)conselheiro Cláudio Couto Terrão, também participou da comissão. O TCE é contrário à cisão. De acordo com Terrão, a continuidade do processo de cisão da Codemig representa um alto risco de dano ao erário.

Ainda segundo o TCE, se o estado vender 49% de participação nas atividades de nióbio, da Codemig, teria uma perda patrimonial futura em torno de R$ 22,5 bilhões. A tramitação do projeto de lei está em 1º Turno na ALMG.

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