A afetividade vem da palavra afeto, que em sua origem latina significa “com quem se liga”, “com quem se cria vínculos”, “onde o sujeito se fixa”. Afetividade é representada por um apego a alguém ou a alguma coisa, gerando carinho, saudade (quando distantes), confiança e intimidade. É a forma de demonstrar amor. Não é o próprio amor, mas o meio em que ele se manifesta. O afeto se dá de forma reflexiva, pois geralmente devolvemos o afeto que recebemos, por gratidão, por empatia, por bons sentimentos vindos de outra pessoa. Demonstrar afeto é manifestar preocupação com o outro, cuidado, dedicar atenção, demonstrar que é importante em sua vida.

Há uma necessidade latente em todos pelo afeto. Somos todos carentes de atenção, de um olhar carinhoso, de um cuidado. O afeto quando de forma recíproca produz hormônios que levam a um estado de alegria, de leveza de alma, de paz de espírito.  A afetividade, que é a atividade do afeto, o afeto em ação, traz-nos a sensação de paz, de conforto, de proteção. Dá-nos a impressão de segurança. Assim, a afetividade nos leva a estabelecer vínculos com as pessoas, criamos mecanismos mentais que fazem com que estejamos próximos, ligados a outros indivíduos. É um meio bastante eficaz de fazer com que as pessoas cuidem umas das outras. Do afeto, nascem as relações de respeito e consideração. Quando se tem afeto por alguém não se quer perder esta cumplicidade, este vínculo. E esta relação ocorre em todos os segmentos sociais: na família, na relação entre amigos, inclusive na relação professor-aluno. Hoje, mais que nunca, é preciso impor-se pelo afeto, jamais pela agressividade, opressão ou autoritarismo.

Os grandes líderes utilizam a ferramenta da afetividade para conseguir inspirar suas equipes. Não lança mão de pressão, nem de outras táticas opressoras para conseguir bons resultados de seu time. Faz com que todos se sintam bem e com desejo de realizar mais, porque se sentem afetivamente protegidos e seguros. Isso desperta o amor pelo que fazem e, assim, fazem bem feito. Em todo espaço social em que prevalece a troca, a afetividade é fator primordial para o êxito, para o sucesso da empreitada que se dá a muitas mãos. Atuar em um local em que seu coração não se sente confortável é horrível e traz sofrimento, angústia e, por consequência, adoece a pessoa.

Caso o que venha dizer esteja carregado de ira e agressividade, não vai gerar muito efeito positivo. As pessoas tendem a se fechar e nem ouvem direito o que tem a dizer; por outro lado, quando as palavras vêm recheadas de afetividade, tudo muda. Dá vontade de ouvir, de parar para aprender, para crescer. É importante que se diga que o afeto aquece a alma, conforta o espírito, aquieta os ânimos, acalma nossas fragilidades. E mais ainda, o afeto tem poder de cura. Quantas pessoas não se sentiram melhor depois de se perceberem amadas? Uma sugestão ousada: ao invés de tornar nossa vida repleta de nós (cegos, mal feitos, difíceis de serem desfeitos), vamos rechear nossas existências com laços: laços de afeto, laços de amor, laços de amizade. Ninguém tem como destino a solidão implacável, infeliz do homem e da mulher que não conseguem estabelecer vínculos afetivos e vivem na sofrida solidão. Afeto para todo o sempre é o que faz bem.

É isso aí!

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