A palavra emoção vem do latim emovere, que significa energia em movimento. Isso indica que toda emoção existe para movimentar a vida do indivíduo. As emoções são resultantes de um conjunto de respostas químicas baseadas nas memórias emocionais de cada um, e surgem a partir do momento em que o cérebro recebe um estímulo externo. A principal função das emoções é gerar comportamentos que garantam a sobrevivência do indivíduo diante de um estímulo externo, seja para proteger ou impulsioná-lo a realizar algo. A raiva, por exemplo, é uma energia responsável por impulsionar o indivíduo a agir para superar as dificuldades de forma construtiva ou destrutiva. Expectativas e desejos frustrados são os principais causadores desse sentimento, que é muito importante para que indivíduo reaja às situações que estão prejudicando sua vida.

O propósito inicial da raiva em nosso organismo é para nos fazer seguir, com sentido de proteção, de reação perante as dificuldades. Todos os indivíduos estão suscetíveis a sentir raiva, uma vez que o ser humano estabelece relações afetivas em todas as esferas da vida e tende a criar muitas expectativas. Quando as expectativas não são atendidas, a frustração e a raiva podem se manifestar. É certo que o tempo tem de amenizar essas nossas personalidades hostis, guerreiras além da conta. Raiva provoca dor. Quem a sente, também é vitima da dor. Faz mal, incomoda, traz efeitos psicossomáticos terríveis, adoece. A agressividade é coisa inerente ao ser humano. Ela nos impele à busca de novos horizontes, não nos permite acomodar. Que a nossa agressividade seja canalizada para a produção de boas coisas. E que a raiva deixe de ser corriqueira para ir se tornando esporádica, quiçá uma raridade. Que não haja necessidade do uso deste recurso psíquico para responder à provocações da vida.

Dominar a raiva deveria ser a tônica para os que querem alcançar a tão almejada saúde emocional. A raiva provoca sintomas imediatos e corrosivos no organismo. Intestino solto, dores nos ossos, músculos retesados e doloridos, torcicolo e gastrite são alguns dos exemplos do que a química do ódio pode disparar dentro da gente. Você sente dores no estômago que se convertem em gastrite, a gastrite migra para um úlcera, uma úlcera torna-se um câncer, e o câncer pode levar à morte. Aí, você literalmente, irá morrer de raiva. Não tem quem não tenha sentido qualquer um destes efeitos nocivos da raiva em algum momento da vida. Livrar-se de tudo isso pode ser possível, ensinam os catedráticos. Primeiro passo é aceitar que somos todos diferentes, únicos, com pensamentos e razões particulares. Tentar estabelecer a calma quando a ira tenta se apossar da gente não é um exercício dos mais simples. Preservar emoções negativas só faz aumentar nossa instabilidade mental e física. O melhor a fazer é encarar as intempéries com firmeza, porém, sem nunca perder a serenidade e a perspectiva do amor.

“Alguma coisa acontece no meu coração…” O coração fervilha, a mente vira um turbilhão e extravasamos. Nos momentos em que a emoção dispara é que surgem os sintomas e deixamos vir à tona quem realmente somos. Na raiva ou na alegria extrema, nossos cérebros ditam os comandos mais absurdos. Nessas horas, cometemos os maiores ou piores disparates. Com exceção dos psiquicamente alterados, feito os psicopatas, que agem premeditadamente, muitas ações destemperadas e, posteriormente, causas de arrependimento, são levadas a efeito em momentos de raiva. Na convivência, alguém precisa ceder. Raiva é igual bocejo ou quando se observa alguém chupando limão; é espontânea a repetição ou sentir a sensação do outro. A raiva contamina. Num ato rápido, somos envolvidos quando vitimados por ela. Costumamos agir com reciprocidade, devolvendo raiva a quem tem raiva. Isso é péssimo. Combinar com as pessoas com quem mais convivemos, acertar os ponteiros, é uma forma salutar de aceitação e entendimento. Quando menos merecemos é quando mais precisamos de acolhimento e perdão. Saber entender os rompantes do outro, compreender que todos somos passíveis desses estouros. Assim, humanizamos ainda mais nossas tão complicadas relações.

É isso aí!

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