Prudência é a virtude que nos permite prever e procurar evitar as inconveniências e os perigos; é cautela, precaução, calma, ponderação, sensatez, paciência ao tratar de assunto delicado ou difícil. A prudência se dá em todos os segmentos na vida. Prudência ao dirigir um veículo automotor, prudência ao tomar decisões, prudência no trato com as pessoas. O ser prudente é cauteloso, toma os devidos cuidados em tudo o que vai fazer, é capaz de mensurar, medir, as consequências de suas ações, não age por impulsos ou no calor das provocações, sabe esperar a hora certa de falar, de agir.

Deve-se ter prudência ao fazer um comunicado difícil, deve-se ter prudência ao chamar a atenção de alguém. A prudência nos impede de cometer injustiças ou, pelo menos, diminui muito a quantidade delas. O prudente não é omisso, não é passivo, mas sim pacífico. Não deixa de se posicionar, mas aguarda o momento certo e guarda as palavras certas para que sirvam como pomada que cura ou permite simplesmente que o tempo cure as feridas, não as faz aumentarem. Por sua vez, o imprudente vive a colocar sua vida em risco e a dos outros mais ainda. É preciso ter prudência com o dinheiro, com os bens materiais, também. Pense que você foi agraciado com um alto valor em dinheiro e se não tiver prudência, vai tudo embora em festas e logo passa.

Os egípcios representavam a prudência através de uma serpente de três cabeças (de leão, de lobo e de cão). No entendimento deles, o sujeito prudente deve ter a astúcia da serpente, a força do leão, a agilidade do lobo e a paciência do cão. Assim, tem hora que o mais prudente é fazer silêncio, fazer com que a voz do silêncio ecoe nos ouvidos e fale mais alto. É bíblico: “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. A prudência ajuda a discernir aquilo que podemos fazer daquilo que devemos evitar, por maior que seja o desejo. Marquês de maricá, um importante filósofo, escritor e político brasileiro, que viveu a plenitude de sua carreira na primeira metade do século 19, disse que os velhos invejam a saúde e vigor dos moços, estes, por sua vez, não invejam o juízo e a prudência dos velhos: uns conhecem o que perderam, os outros desconhecem o que lhes falta. Na dúvida não fale, nem aja sem que o coração esteja cheio de certeza. A boca deve falar o que o coração está cheio. Se for para falar que seja o que realmente possa fazer o outro crescer. Por isso, é bom se perguntar: o que irei falar fará bem para quem vai ouvir? Fará bem para mim? Fará bem para o mundo? Que a prudência não seja confundida, que não seja uma desculpa para não prosseguir. Pelo contrário, ela deve ser um dínamo que nos encoraja e ajude a produzir as melhores escolhas. Que sejamos capazes de tirar proveito até mesmo das ações que somos obrigados a executar por necessidade. De fato, às vezes na vida é preciso ser prudente até mesmo diante daqueles que nos ofendem, não devolvendo nunca com a mesma moeda, pois assim seremos um deles, com inconveniência igual. Para a maioria das pessoas o que hoje pode parecer perda, para o prudente o futuro dirá que tudo pode ser escada, um caminho para algo melhor!

É isso aí!

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