Edilson Luiz é editor do Alô Frutal |jornalista MTB: MG 10.425
Edilson Luiz é editor do Alô Frutal |jornalista MTB: MG 10.425

No meio dessa semana, o prefeito Mauri José Alves fez, finalmente, o anuncio oficial de que não irá tentar reeleição nas eleições municipais que se aproximam.

Em uma longa carta divulgada, primeiramente no Jornal Pontal, o prefeito enumerou todos os pontos, de sucesso, de polêmica e até de lamentação, de seus, quase, quatro anos de mandato.

Nisso, ele fez um paralelo de como é administrar, por exemplo, o Sindicato Rural, uma entidade representativa privada, e uma Prefeitura, que integra os mais diversos e inesgotáveis interesses sociais, empresariais e políticos.

Logo após fazer essa analogia, Mauri Alves destacou, com muita sensibilidade, um dos pontos mais polêmicos de sua história à frente dos destinos da administração pública; a anulação judicial de um concurso público fraudado pela administração de sua antecessora, ex-prefeita Maria Cecília Marchi Borges.

“Também é possível que na mesma História de nossa cidade, jamais um prefeito foi obrigado, como eu fui, a promover tamanha onda de demissões no funcionalismo público, devido à extinção de um Concurso pelo Poder Judiciário”.

Essa afirmação é, independentemente das interpretações, a mais pura e terrível verdade. Ele teve a infelicidade de ter que cumprir uma decisão judicial que foi protelada pela ex-prefeita enquanto pôde. Foram intermináveis recursos judiciais impetradas pela assessoria jurídica da ex-prefeita enquanto prefeita que, a “bomba”, explodiu no colo da atual gestão. Todo o ranço causado pela anulação, demissão em larga escala e a feitura de um novo concurso – inevitavelmente – ficou com Mauri Alves, mesmo não sendo o responsável pelas mazelas na realização do certame.

“Chefes de família, donas de casa, jovens esperançosos, pessoas que vieram de outras cidades para Frutal com todos seus bens e família. Todos, simplesmente todos, foram exonerados. Foram para a rua! E eu precisei tomar a medida para obedecer a determinação da Justiça e do Ministério Público”.

Todo esse sentimento, sintetizado nas palavras do prefeito, mesmo sendo de inteira e exclusiva responsabilidade da gestão de Ciça, foi despejada sob sua gestão.

“Se não bastasse o constrangimento, a dor interna de estar praticando aquele ato, restou ainda, para o Prefeito, toda a indignação e a incompreensão de pessoas que não compreendiam a situação”.

Esse não é um texto para amenizar as críticas à sua gestão, mas sim de JUSTIÇA sobe essa exclusiva questão envolvendo mais que uma simples anulação de concurso público. Como ele mesmo afirmou acima, “Chefes de família, donas de casa, jovens esperançosos, pessoas que vieram de outras cidades para Frutal com todos seus bens e família. Todos, simplesmente todos, foram exonerados. Foram para a rua!”.

O que se pode tirar desses quase quatros anos é, simplificadamente, que a gestão “Novo Jeito” nasceu na hora e época errada. Ao contrário de seus antecessores, Mauri Alves está prestes a quebrar um estigma que acompanha seus antecessores mais recentes como a própria Ciça, Toninho Heitor e Zanto: Mauri sai do governo, mesmo com altíssimo nível de rejeição, sem mancha de acusações de corrupção ou investigação na Câmara por má gestão do dinheiro público. Sim, sem manchas, mesmo que esses gastos, pelo menos em partes, não sejam revestidos de prioridades.

“Gerado neste meio de revolta e raiva incontida, nasceu o meu governo que, apesar disso, fiz questão de conduzir com humildade, com resignação e com muito, muito trabalho”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here