Servidor da Prefeitura é denunciado ao Ministério Público Federal por vereador

Segundo ele, a residência seria para outra pessoa, porém, com algumas influências, ele conseguiu a residência do programa "Minha Casa, Minha Vida". No áudio ele também cita o nome da mulher que seria a beneficiada com o imóvel.

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Um áudio que circula nas redes sociais trouxe ao conhecimento da sociedade mais uma provável irregularidade. A situação foi denunciada pelo vereador Bruno Augusto ao Ministério Público Federal.

Durante 2 minutos e 10 segundos, em um áudio atribuído ao servidor público Diego Barbosa Mendes, mais conhecido como “Mulatinha”, ele conta como foi contemplado com uma casa do programa “Minha Casa, Minha Vida”, destinado às pessoas de baixa renda.

Segundo ele, a residência seria para outra pessoa, porém, com algumas influências, ele conseguiu a residência do programa “Minha Casa, Minha Vida”. No áudio ele também cita o nome da mulher que seria a beneficiada com o imóvel.

Ouça o áudio

Em um dos trechos, “Mulatinha”, cujo o cargo é vigia, mas no momento exerce a função de “Oficial Executivo” sendo o responsável pelo Setor de Ambulância, relatou que, ao saber da visita da assistente social, tomou a seguinte iniciativa: “minha mãe foi e bagunçou a casa inteirinha, pra ela vim, derrubou os trem, que tava ruim de comida em casa, que tava passando pindaíba”.

Essa atitude, segundo o vereador Bruno, foi com o intuito de sensibilizar as responsáveis pela triagem. No mesmo áudio, Diego conta que, na época, teve a ajuda de um vereador, mas que não votou nele e sim em outro candidato, pois ganhou 200 reais.

Diante dessa situação grave, envolvendo um servidor público e que ocupa cargo de confiança do Executivo, o vereador Bruno Augusto expediu representação ao Ministério Público Federal. Endereçada aos promotores Dr. Thales Messias Pires Cardoso e Dr. Felipe Augusto de Barros Carvalho Pinto, o parlamentar solicitou apuração urgente dos fatos, que é uma afronta às muitas famílias de Frutal.

Bruno Augusto ofereceu denuncia ao Ministério Público Federal

“Em nosso município temos mães que aguardam há vários anos serem beneficiadas com a casa própria, mas, infelizmente, acontecimentos assim retratam a realidade nos bastidores. Mostram que os interesses próprios de alguns falam mais alto, que existem pessoas com capacidade de mentir para serem contempladas e, com isso, tiram a casa de uma família que realmente precisa,” disse Bruno.

Em 2015, o vereador Bruno Augusto fez um projeto de Lei onde criava o Conselho Popular de Habitação, CPH. A ideia era que a triagem e distribuição fossem acompanhadas por um conselho independente, composto por clubes de serviços, comerciantes, lideranças religiosas, Ministério Público e Polícia. Na opinião do vereador, isso iria garantir transparência e justiça neste processo. Infelizmente o projeto não teve apoio e foi então engavetado.

Sobre o áudio com suposto relato do servidor, Bruno garantiu que vai lutar por justiça. Ele disse que “o correto é que a casa seja devolvida à mulher lesada, que é a verdadeira dona da residência”. Bruno destacou também que já solicitou uma audiência com os promotores e que irá pessoalmente ao Ministério Público Federal reforçar a denúncia e cobrar providências.

Ao finalizar, o vereador desabafou dizendo: “Minha mãe varreu rua por mais de 20 anos. Nós nunca tivemos uma casa própria. Sei muito bem como é a dificuldade de levar comida pra mesa, pagar aluguel, água, luz. Tirar a casa de uma família necessitada é, na minha opinião, a maior das covardias. Por isso, vou fazer o impossível pra não deixar a impunidade prevalecer neste lamentável ocorrido”.

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