A entrada de um novo ano usualmente carrega no peito da maioria das pessoas o desejo de um novo tempo, de uma forma nova e melhor de ser e de viver.

Costuma ser assim e é bom que assim o seja pois se abre a porta da percepção para algo de melhor.

Quero propor ao leitor uma reflexão mínima sobre a onda de intolerância, sobre o clima ruim de “faca nos dentes” que tem se abatido sobre os públicos poderes em nossa pequena cidade. O que Frutal viveu em 2017 foi um lamentável e degradante espetáculo de abandono dos valores éticos sobre os quais normalmente todo e qualquer grupamento humano se assenta. E para quê? Para assistirmos equivocadas manobras ora de um determinado grupo político ora de outro, onde, no meio, o judiciário se viu chamado a participar do imbróglio, tudo por uma cansativa disputa de ego e poder, disputa esta paga com sacrifício, por nós, contribuintes. E o pior, disputa que gerou um ano de atraso para nossa cidade que, em 2017, como caranguejo, andou de lado, em nada evoluído para o cidadão que aqui em Frutal vive e labuta. Ninguém ganhou e a cidade perdeu.

Nisso de ano novo, proponho uma reflexão a todos e em especial aos dignos representantes e participantes destes públicos poderes por nós sustentados que cessem essa onda de ataques de ambos os lados onde a intolerância foi o que preponderou sobre os destinos de nossa cidade.

Sim. É preciso coragem para enfrentar o narcísico desejo de vaidade e o sentimento de ódio que alguns ostentam.

Mas, por amor a Frutal, isto urge e se faz necessário. É preciso que a cidade avance e só com o espirito desarmado, só colocando-se o amor por esta sofrida e centenária cidade acima de tanto ódio e tanta vaidade é que conseguiremos avançar, todos superando suas diferenças e irmanados por ela.

Já dizia GANDHI que se mantivermos o clima de “ faca nos dentes ”, do “olho por olho”, no fim estaremos todos cegos e feridos, posto que o ódio gera ódio e não se curam as tantas necessidades sociais, econômicas e administrativas de nossa cidade com o discurso do ódio e da intolerância de um para com o outro.

Proponho, portanto, um 2018 onde as construções de pontes sejam mais importantes do que os tantos e tantos muros construídos em 2017.

Quanto ao título, como alguns acreditam no mágico, no invisível, de cá, creio na fraternidade e na tolerância que só depende de cada um para ser REAL.

Feliz 2018.

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