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Média móvel de mortes fica abaixo de mil pelo terceiro dia

Depois de seis meses seguidos com uma média de mais de mil vítimas diárias de Covid-19, o Brasil registrou neste dia 2 o terceiro dia consecutivo com a média abaixo desse patamar

Por João Cerino em 04/08/2021 às 09:04:51

Depois de seis meses seguidos com uma média de mais de mil v√≠timas di√°rias de Covid-19, o Brasil registrou, neste dia 2 de agosto, o terceiro dia consecutivo com a média móvel de sete dias abaixo desse patamar, segundo o painel de dados Monitora Covid-19, mantido pela Funda√ß√£o Oswaldo Cruz.

A média móvel de mortes é calculada somando as mortes confirmadas nas √ļltimas 24 horas com as que foram registradas nos seis dias anteriores. O resultado é dividido por sete. Esse dado é observado por pesquisadores para avaliar a tend√™ncia de evolu√ß√£o da pandemia de forma mais clara, j√° que menos informa√ß√Ķes s√£o notificadas pelas secretarias de sa√ļde municipais e estaduais nos fins de semana e ficam represadas nos primeiros dias de semana, gerando grande oscila√ß√£o nos n√ļmeros.

Em queda desde a segunda quinzena de junho, a média móvel de mortes chegou a menos de mil (988,86) em 31 de julho, e manteve esse patamar em 1¬į de agosto (987,14) e 2 de agosto (960,14). Essa foi a primeira vez que a média ficou abaixo de mil desde 23 de janeiro deste ano, quando atingiu 1.021,29 v√≠timas. Daquela data até o fim de julho, o Brasil viveu o per√≠odo mais letal da pandemia, com picos em que a média móvel superou 3 mil mortes di√°rias.

Pesquisadores da Fiocruz apontam o avan√ßo da vacina√ß√£o como a explica√ß√£o para a redu√ß√£o nas mortes e interna√ß√Ķes por Covid-19. No √ļltimo boletim Observatório Covid-19, divulgado na semana passada, a funda√ß√£o ressaltou, entretanto, que o n√ļmero de óbitos se mantém em patamar muito elevado e que os casos continuam aumentando.

Apesar da queda das √ļltimas semanas, o patamar da média móvel de mortes ainda supera a maior parte do ano passado. Enquanto em 2021 houve mais de seis meses seguidos com mais de mil v√≠timas di√°rias, em 2020, o indicador ficou acima desse n√≠vel entre 4 e 10 de junho, entre 19 e 29 de junho e entre 3 de julho e 7 de agosto. Também foram registradas mais de mil v√≠timas em 10, 11 e 22 de agosto, segundo o painel de dados da Fiocruz.

Entre setembro e novembro de 2020, a média móvel de mortes por covid-19 no Brasil recuou, chegando a 323 mortes di√°rias em 11 de novembro. A partir da√≠, houve uma nova tend√™ncia de alta, fechando o ano com 706 mortes di√°rias em 31 de dezembro. Fatores como o relaxamento das medidas de isolamento, as festas de fim de ano e a dissemina√ß√£o da variante Gama (P.1) fizeram com que a média móvel de mortes continuasse a aumentar em janeiro até igualar e superar os piores momentos da pandemia em 2020.

A situa√ß√£o continuou a piorar em fevereiro e mar√ßo, e o Brasil registrou mais de 2 mil mortes di√°rias na média móvel de forma ininterrupta entre 17 de mar√ßo e 10 de maio. Enquanto a maior média móvel de v√≠timas registrada em 2020 foi de 1.096.71 mortes di√°rias, em 25 de julho, o indicador chegou a 3.123, 57 mortes em 12 de abril de 2021.

A média de mortes caiu ao longo de maio de 2021, mas ainda se manteve acima de 1,5 mil v√≠timas por dia. Entre 6 e 19 de junho, houve uma nova alta, e a média voltou a superar as 2 mil mortes. Desde ent√£o, a tend√™ncia é de queda.

Fonte: Agência Brasil

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