Frutalense vai responder por falso roubo

O homem que tentou dar queixa de um roubo que não aconteceu agora responde por comunicação falsa de crime

Por João Cerino em 02/01/2022 às 11:44:27

Um homem está com comparecimento agendado na sede da Polícia Civil neste início de ano, quando vai ter de esclarecer uma comunicação falsa de crime, que aconteceu no dia 26 de dezembro. A falsa queixa de roubo teria sido aconselhada, segundo ele, por uma profissional de Direito, que viu nessa ação a forma de cessar o recebimento de multas de um veículo. O caso começou após a suposta vítima comparecer na sede do quartel da Polícia Militar e apresentar uma queixa de roubo, que teria acontecido no dia anterior, quando retornava da região rural onde teria levado seu pai.

Ele disse que, por volta de 22h00, foi abordado na estrada por quatro pessoas em um veículo sedan de cor preta, todos eles encapuzados e aparentemente desarmados, que anunciaram o roubo, ameaçando para que entregasse seu veículo e não reagisse. A então vítima disse que ordenaram que entrasse em um canavial e só saísse depois de algumas horas e ele então obedeceu, saiu do local após certo tempo e retornou para a cidade de Frutal a pé. De acordo com o homem, a razão para ter demorado a fazer a queixa seria por ter ficado muito abalado, pensando então em acionar a Polícia Militar para o registro apenas no dia seguinte.

Os policiais suspeitaram do tempo entre o roubo e a queixa e, em conversa com o homem, viram que ele entrou em contradição, dizendo primeiramente que não roubaram seu aparelho celular por ter esquecido o mesmo em casa e, num segundo momento, que não o roubaram devido ter escondido o aparelho na calça. Ele foi advertido em relação às consequências da comunicação falsa de crime, tanto para ele próprio como para terceiros, tendo em vista que, se alguém fosse localizado com o veículo, certamente poderia responder por um crime que não teria cometido.

Ele resistiu em manter sua versão do roubo, mas, depois de alguns minutos, confessou que vendeu o veículo em data anterior e não teria feito a transferência, razão pela qual estaria recebendo multas de trânsito constantes em seu nome. Segundo ele, foi orientado por uma profissional da área de advocacia da cidade de Itapagipe para que procurasse a Polícia Militar e fizesse o registro de um roubo para que as cobranças de multas do veículo e impostos parassem. Ao confirmar falsa denúncia, a Polícia Militar fez o registro do Termo Circunstanciado de Ocorrência, juntamente com o termo de compromisso de comparecimento junto à Polícia Civil.

Fonte: Assessoria de Comunicação Organizacional - 4ª Cia Ind.

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