PF concluiu inquérito do seguro defeso

O inquérito policial apurou fraude na concessão do benefício e indiciou quinze pessoas, entre beneficiários e dirigentes da colônia de pesca

Por João Cerino em 27/01/2022 às 08:00:00

Varginha-MG - A Polícia Federal concluiu, neste dia 26 de janeiro, o inquérito policial instaurado para apurar fraude na concessão do benefício governamental do seguro defeso, que resultou na deflagração da Operação Policial Tarrafa, ocorrida em 27 de abril do ano passado. Durante as apurações, 23 pessoas foram investigadas, dentre elas dirigentes de uma colônia de pescadores. A PF apurou que a condição de pescador artesanal foi obtida com a conivência dos dirigentes desta colônia e que 60% dos beneficiários que receberam o seguro defeso entre 2013 e 2020 não faziam jus a ele.

Foi constatado que o prejuízo para a União em relação aos indiciados foi de aproximadamente 300 mil reais. Com a deflagração da Operação Policial Tarrafa, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária, além da apreensão de documentos de pedidos de benefício dirigidos à colônia investigada. No relatório policial, foram indiciadas quinze pessoas, entre beneficiários e dirigentes da colônia em referência, por crimes de estelionato e uso de documento falso. Elas poderão cumprir até onze anos de reclusão, se condenadas. O inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público Federal.

Fonte: Comunicação Social - PF-MG

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